Patricia Endo
Soprano

Brasileira de origem holandesa nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Reside em Milão desde 1999 onde aperfeiçoa-se com Bianca Maria Casoni (professora da Academia do Teatro Alla Scala).

Iniciou seus estudos de canto com sua mãe, o soprano Regina de Boer, prosseguiu seus estudos com Neide Thomas e Marga Niec. Orientada pelo tenor Plácido Domingo foi estudar com Rita Patané em New York e Luino. Encontrou ainda segura orientação vocal em Budapest com Bende Zsolt.

É Bacharel em canto pela Faculdade Carlos Gomes (São Paulo) e licenciada em Belas Artes pela Faculdade Santa Marcelina (São Paulo).

Finalista do Concurso Rainha Elisabeth da Bélgica, representa o Brasil recebendo elogios de José Van Dam e Graziella Sciutti. Em Frankfurt estudou repertório com a pianista Tomoko Okada no Staatsoper.

Fundou com sua mãe a Companhia de Ópera de Câmara (C.O.C), grupo dedicado à representação de pequenas óperas versadas para o português. Estreou como Zerlina em Don Giovanni di Mozart no Teatro Guaíra em Curitiba.

É apreciada pelo público e pela crítica por sua técnica, seu belo timbre vocal e forte presença cênica. Seu repertório vai de Bach a Philip Glass, passando por Debussy e Stravinsky.

Entre os maestros com quem atuou estão, Alceo Bocchino, Armando Prazeres, Carlos Alberto Figueiredo, David Machado, Henrique Morelenbaum, Isaac Karabtchevsky, Isaki Masahiro, Jamil Maluf, Karl Martin, Luiz Fernando Malheiro, Osvaldo Colarusso, Roberto Duarte, Romano Gandolfi, Silvio Barbato, Tamás Pál, Thomas Toscano, Tulio Belardi e Yeruham Sharowsky.

Estreou mundialmente a ópera Dom Casmurro de Ronaldo Miranda no papel de Prima Justina, imortalizando a personagem.
Em 1993 recebe o premio Bidú Sayão das mãos do barítono Paulo Fortes em Barra Bonita, SP.

Paralela à carreira lírica busca parcerias e novas linguagens para seus recitais.

Com Noemi Marinho e Everton Gloeden cria o espetáculo Ramilhete em homenagem à Mário de Andrade.
Sob a direção de Sérgio Mamberti, ao lado de Maria José Carrasqueira e Sérgio Burgani apresenta o espetáculo Trajetória.
Com Kleber Montanheiro, idealiza o recital cênico Ópera a Tempo para difusão da música lírica entre o público juvenil.

Com o objetivo de mesclar linguagens musicais une-se ao grupo de chorinho Nó em Pingo D´Água cantando Villa-Lobos e Carlos Gomes.

Estreou na opereta com Rosalinde em O Morcego (Die Fledermaus) onde dominou o personagem recebendo elogios da crítica.

Aceitou o desafio de viver Madeline na ópera minimalista de Phillip Glass, Casa de Usher (The Fall of the House of Usher).

A pedido da Rádio Cultura FM de São Paulo, idealizou e apresentou o programa Autógrafo – As Vozes Brasileiras na Ópera.

Desde 1996 vivendo na Europa, vem realizando tournés de concertos dedicados exclusivamente à música brasileira.
Em 1999 revive Gilda no Teatro Municipal de São Paulo sob a batuta do maestro Isaac Karabtchevsky.
Vive Der Hirt em Tannhäuser de Wagner sob a direção de Werner Herzog no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 2000 idealiza o projeto Só Duetos com o barítono Lício Bruno e a pianista Laís Figueiró.
Em 2001 revive Gilda no Teatro Nacional de Brasília ao lado do barítono Inácio de Nonno a convite do maestro Sílvio Barbato.
No mesmo ano escreve um artigo sobre Riccardo Muti por ocasião dos concertos no Brasil com a Orquestra Filarmonica do Teatro alla Scala na revista Bravo!
Em 2002, em Milão, canta o concerto Il Genio Inquieto sob a direção de Sandro Rodeghiero.
No VI Festival de Ópera de Manaus interpreta Helmwige na ópera A Valquíria Die Walküre de Wagner a convite do maestro Luiz Malheiro.
Abre a temporada da Sala Cecília Meirelles no Rio de Janeiro com as canções da Floresta Amazônica ao lado da Orquestra Sinfônica Brasileira sob a regência do maestro Henrique Morelenbaum.
Em 2003, retoma o projeto Só Duetos realizando uma série de 15 concertos no Rio de Janeiro.

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