Sérgio Sisto
Regente e Barítono

Natural de Porto Alegre - RS, aos 12 anos recebeu bolsa de estudos como violista na Universidade Estadual de Maringá - PR. Seguiu sua formação musical em Porto Alegre, na Escola de Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre - OSPA com sua mestre no canto, Lory Keller.

A partir dos 15 anos foi vencedor do "Concurso Jovens Solistas da OSPA" durante cinco anos consecutivos, participando da série "Concertos para a Juventude" e diversas produções e temporadas oficiais como "Cavalleria Rusticana", "La Boheme", "Rigoletto", "La Gioconda", "La Traviata" e "Elisir D'Amor", além de cantatas, oratórios e operetas, sob a regência de maestros Túlio Belardi, Diego Pacheco e Arlindo Teixeira.

Atuou no Teatro Guaira em Curitiba, Sala Martins Pena em Brasília, Teatro Amazonas em Manaus e em Montevidéu apresentou-se no Teatro Solis, com a Orquestra Sinfônica Municipal, além das principais casas de óperas e concertos do Brasil.

Em 1988, a convite da United States Information Agency, foi aos Estados Unidos representando o Brasil como Jovem Adido Cultural, apresentando-se no New World School ou Music em Miami.

De volta ao Brasil, estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica Brasileira - OSB, na cantata "Die Zauber Hirsche", passando neste período a atuar regularmente em diversas montagens daquele teatro.

Atuou ainda em diversas cidades e Teatros do Brasil como regente assistente, preparador e correpetidor. No Rio de Janeiro, trabalhou como assistente na preparação de óperas e concertos em produções do "Ópera Brasil", com Isaac Karabtchevsky, Sílvio Barbato e Eugene Khon.

Sisto contracenou com nomes famosos do canto lírico, dentre eles: Plácido Domingo, Fiorenza Cossoto, Carlo Begonzi, Aprille Millo, Giuseppe Giacomini, Justino Diaz e Llone Tokody.

Em 1992 foi regente da Associação Canto Coral de Florianópolis, realizando com este grupo diversos concertos, além da participação na cantata "Carmina Burana" de Carl Off em conjunto com a Orquestra e Coro do Teatro Guaira em Curitiba - PR.

De 1991 a 1993 atuou na temporada do Teatro Municipal de São Paulo nas óperas "Turandot", "Aida" e "Il Campanello", sob a regência dos maestros John Neshling, Túlio Colaccioppo e Alessandro Sangiorgio.

Em 1994 voltou aos EUA para cursar seu "Artist Diploma" na Universidade de Hardford, estreando na ópera "Lucia de Lamermoor" no Connecticut Opera.

Ao retornar ao Brasil, em 1995, foi convidado a ser preparador e regente do coro da Sociedade Pelotense Música pela Música, onde passou a atuar também como professor de canto, preparador vocal e pianista acompanhador. Em poucos anos de atuação contínua na instituição, viu o coral, que iniciara com 20 vozes, chegar a 80 componentes, com bons solistas, e ora caracterizado como coro sinfônico. Criou, preparou e regeu espetáculos produzidos pela SPMM com coro, orquestra e solistas, vários deles convidados de destaque nacional e internacional. Tais como: "Gala Lírica" (três atos de óperas encenados), "Coros Favoritos de Óperas" (regendo orquestra com músicos contratados da AFOSPA), que deu à SPMM o troféu de "Destaque em Música" do ano, concedido pela crítica, "Missa Solene de Santa Cecília" de C. Gounod (na Catedral de Pelotas, regendo coro e solistas da SPMM e orquestra de músicos contratados na Capital do Estado), "O Messias" de Hendel - extratos (regendo coro da SPMM, solistas convidados e a Orquestra do Teatro São Pedro de Porto Alegre).

Em dezembro de 1999, recebeu, na Câmara de Vereadores de Pelotas, o título de "Cidadão Pelotense", por relevantes serviços prestados à comunidade.

No ano 2000, idealizou, preparou e regeu a ópera "Carmen" de Bizet, completa, encenada, no Theatro Guarany de Pelotas, em duas récitas, com lotação esgotada (cerca de 3000 espectadores).

Seguiram-se, sob sua regência Concertos, Cortinas Líricas, Cantatas e Oratórios. Em 2004, reuniu um pequeno grupo de cordas para prática orquestral. Aos ensaios foram chegando outros músicos, trazidos pela motivação e entusiasmo dos primeiros e logo formou o Grupo Instrumental Livre, que evoluiu para Orquestra Experimental Música pela Música. Com a qualificação alcançada, é atualmente a Orquestra Filarmônica de Pelotas, com 60 músicos de Pelotas e cidades vizinhas. Sérgio Sisto é o atual Diretor Artístico da SPMM, regente do coro e orquestra, que já se tornou presença constante no calendário cultural da cidade e na região Sul do Estado. Em 2005, atuou também como Diretor Artístico do Teatro Municipal Sete de Abril. Executou como Coordenador Geral, o projeto "Música Patrimônio Vivo", da SPMM aprovado pelo Programa Monumental e financiado pelo BIRD, através da UNESCO. Em 2007 a orquestra foi agraciada com o premio FUNARTE de orquestras, e desde 2010 conta com o patrocínio da Fibria-Votorantim e esta realizando atualmente o projeto Trilha Filarmônica, levando concertos pela Zona sul do estado.