Clique na foto para ampliar Zola Amaro
Soprano

Nome de batismo: Risoleta de la Maza Simões Lopes.

Nasceu em Pelotas, 26 de janeiro de 1891(?) ou 31 de janeiro de 1890(?), onde veio a falecer em 14 de maio de 1944.

Seus primeiros professores foram Bandeira e Garbini. Em Buenos Aires estudou com o maestro Fátuo. Estreou na ópera com Aída, em Bahia Blanca, Argentina. Venceu na Itália tendo sido dirigida por Arturo Toscanini no Scala de Milão. Zola foi a primeira cantora sul-americana a se apresentar naquele teatro e a primeira brasileira a obter sucesso internacional.

Durante sua carreira cantou com os maiores nomes da lírica mundial. Brilhou com Beniamino Gigli (La Gioconda) no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 15/06/1920.

Seu repertório: Norma, Aída, Gioconda, Don Carlos, Trovador, Cavalleria Rusticana, Tosca, Ernani, Força do Destino, Ballo in Maschera, Guarani, Condor, Suor Angélica, entre outras.

No Exterior, além do Scala, Zola Amaro apresentou-se nos teatros Solis, de Montevido, Constanzi, de Roma, Coliseu, de Buenos Aires e Verdi, de Florença.

Sua longa carreira encerrou-se em 1937, com as apresentações da Cavalleria Rusticana e Tosca no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Em 1944 voltou a residir na cidade de Pelotas, onde veio a falecer de morte súbita, aos 54 anos de idade.

Zola Amaro conquistou o privilégio de ser colocada em pé de igualdade com as vozes célebres do século XX.
A beleza excepcional de sua voz e a intuição de artista compuseram gloriosa legenda que jamais outra cantora brasileira conseguiu suplantar.

No saguão do Theatro São Pedro de Porto Alegre encontra-se uma placa com a inscrição: “Neste theatro cantou Zola Amaro – 1º-11-1920”.